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Licença sofrética

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Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia. Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura. Ou seja, é uma permissão para matar a norma culta, transgredir a gramática e usar de total liberdade para se expressar com o uso das palavras.

É como se fosse um direito que o escritor tem para, deliberadamente, manipular as palavras de acordo com as próprias intenções.

É uma licença para errar, porém, mais que isso, é uma proteção para não ser julgado pelo que se irá escrever. É um álibi para ser quem é e expressar o que deseja, sem se preocupar em observar as normas e convenções.

hqdefault   Fato é que na literatura até para errar criaram um protocolo, deram um nome, uma definição. Assim, também tentam enquadrar sentimentos e emoções. A expressão do que se sente já não pode ser espontânea e natural. Como se para sofrer fosse preciso de uma Licença que permita o direito a contrariar a felicidade normativa.

Kate Nash, quando canta “Nicest Thing”, simplesmente dá voz e vez aos seus mais primitivos e sinceros sentimentos, sonhos e desejos. Sem pedir licença, seu coração grita suas dores, expectativas e frustrações em um sofrimento genuíno.

Não se pode pedir licença para sentir e para sofrer.

Nicest Thing (Kate Nash)

Tudo que eu sei é que você é tão adorável

Você é a coisa mais adorável que já vi

Eu queria que nós levássemos isso adiante

Ver se nós poderíamos ser algo

Eu gostaria de ser a sua garota favorita

Eu gostaria que você pensasse que eu fosse a razão de você estar no mundo

Eu gostaria que meu sorriso fosse o seu tipo favorito de sorriso

Eu gostaria que o jeito como eu me visto fosse o seu tipo favorito de estilo

Eu gostaria que você não conseguisse me entender

Mas você sempre quisesse saber o que eu tinha

Eu gostaria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada

Eu gostaria que você nunca esquecesse o meu olhar quando nós nos conhecemos

Eu gostaria de ter uma mancha na pele que você amasse secretamente

Porque estaria em um lugar um pouco escondido que ninguém mais poderia ver

Basicamente, eu gostaria que você me amasse

Eu gostaria que você precisasse de mim

Eu gostaria que você soubesse que quando eu dissesse duas colheres de açúcar, na verdade eu queria dizer três

Eu gostaria que sem mim o seu coração se partisse

Sim, eu gostaria que sem mim você

Passasse o resto de suas noites acordado

Eu gostaria que sem mim você não pudesse comer

Sim, eu gostaria de ser a última coisa em sua mente antes de dormir

Olha, tudo que eu sei é que

Você é a coisa mais adorável que eu já vi

E eu queria ver se nós pudéssemos ser algo

Sim, eu queria ver se nós pudéssemos ser algo

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Oz dentro de nóz!

Teaser de Wicked the Musical

Teaser de Wicked the Musical

A vida é como um quebra-cabeça. Ao longo da nossa jornada vamos coletando peças soltas e que muitas vezes não as valorizamos por – naquele momento – simplesmente não fazer sentido, ou não nos chamar atenção. Eu sou a favor de guardar tudo…. momentos, pessoas, experiências, situações, emoções, lembranças…. coloco no quartinho da bagunça e sei que a qualquer momento posso entrar e pescar alguma coisa para, então, fazer sentido…. ressignificar!

Assim aconteceu recentemente…… o que parecia um filmezinho bobo, lá para distrair a mente… virou uma reflexão sobre  O Maravilhoso Mundo que somos nós mesmos….

Eu não li nenhum dos 14 livros de L. Frank Baum. Mas desde 1900 o enredo de O Maravilhoso Mágico de OZ inspira muita gente e não só crianças, que digam os outros autores que publicaram mais 26 obras baseadas em OZ. E quanto a mim não foi diferente, no quesito inspiração…

Mas o filme lançado pela Disney, 73 anos depois depois da primeira versão,  tirou o foco do protagonismo clássico da Dorothy Ventania (Dorothy Gale, no original) e seus amigos…. E isso me chamou atenção… Como podemos ter várias histórias dentro de uma mesma história…? Como é possível, ao mudar o olhar sobre uma mesma situação, enxergar formas diferentes…? Esse mistério nos intriga uma vez que questiona nossas próprias verdades… O copo está meio cheio ou meio vazio, não é mesmo?

Mas naquela sala de cinema, passeando pela cidade de Esmeralda, matava a saudade de Glinda, ao mesmo tempo em que me perguntava por que mudaram o nome da bruxa do Oeste! Onde estava Elphaba? (falha imperdoável).

Então me remeti a uma história não contada sobre a Terra de Oz, Wicked – um livro escrito por Gregory Maguire (um daqueles 26) que narra o relacionamento entre a bruxa boa e a bruxa má… muito antes de Dorothy e do Mágico…

Eu conheci essa história na Broadway (NY/2007), produzida por Stephen Schwartz (Godspell, Pocahontas), o espetáculo estrelado por Idina Menzel e Kirtin Chenoweth rendeu nada menos de 35 prêmios, sendo 3 Tonys (o Oscar da Broadway) e está em cartaz até hoje e também rodando o mundo com outro Cast….

Mas voltando ao roteiro…. juntei todas essas peças, algumas de 2007, outras de 2013… e vi que dava para construir um sentido…o de que Existe uma OZ dentro de nós… uma terra onde habita a bondade e a maldade em  um intenso conflito…. Mas nessa terra também, tem balões coloridos, sonhos, desejos, alegria…. e me lembrei de uma música que marcou a minha vida nesse espetáculo: For Good, cantada no momento em que a bruxa má resolve acreditar na sua própria humanidade e se render a bondade que habita nela…. Talvez eu contando assim parece simples… Mas Elphaba era verde…. nasceu diferente e a diferença dela era explicita. Imagina quanto sofrimento internalizado por não ser como as outras pessoas, se sentir inferior…. Talvez a maldade de Elphaba seja apenas para se defender… E quanta coragem ela precisou para assumir suas falhas, mudar… se humilhar….?!

No fundo não estamos tão distantes da fábula. A verdade é que ninguém é 100% Glinda ou Elphaba…  Mas podemos dar sentido às coisas… podemos dar sentido a nós mesmos… Podemos construir nosso próprio caminho de tijolos dourados….

Peguei a tradução da letra que retrata um pouco disse que estou escrevendo:

(FOR GOOD)

Eu sou limitada:

Olhe para mim – Eu sou limitada

E olhe para você –

Você pode fazer tudo o que eu não pude fazer…

 

Eu ouvi dizer

Que as pessoas entram em nossa vida por uma razão

Trazendo algo que devemos aprender

E somos levados

Àqueles que nos ajudam mais a crescer

Se os permitimos

E os ajudarmos também.

Bem, eu não sei se eu acredito nisso,

Mas eu sei que eu sou quem eu sou hoje

Porque eu te conheci.

 

Quem pode dizer se eu mudei pra melhor?

Mas porque eu te conheci

Eu mudei.. para sempre.

 

Pode até ser que não nos encontremos novamente nessa vida,

Então deixe-me dizer antes de nos separarmos

Muito de mim é feito do que eu aprendi com você.

 

Você estará comigo Como uma marca no meu coração.

E agora não importa como nossas histórias terminem

Eu sei que você reescreveu a minha

Por ter sido minha amiga:

 

 Confira abaixo o video gravado do Espetáculo Wicked com Idina, foi a ultima apresentação da Kirstin (o choro foi real) Cantando For Good:

Encontrei um video da Idina fazendo uma apresentação na Casa Branca, com um mash up da trilha sonora de Wicked. Procurem no Youtube a Musica Defying Gravity, é bem legal!

Rebecca Ferguson – Uma Diva que não sabia quem era!

Olá leitores, este é um daqueles post que vale a pena registrar a data. Hoje são 19 de dezembro de 2010 e tenho cereteza que em breve este post será fonte de pesquisa, pois, guardem esse nome Rebecca Ferguson, o mundo ainda vai “ouvir” muito ela e dela.

Vamos lá…. Semana passada encerrou mais uma temporada o programa X-Factor, a versão britânica do American Idol, idealizada, dirigida e de propriedade de Simon Cowell, o jurado mais temido do Reality Americano e também, quem descobriu Susan Boyle – o fenômeno de bigode!

X-Factor ainda não é muito conehcido no Brasil, mas faz muito sucesso no UK, assim como todos os realities musicais… tem muita competição, muita gente boa e também, muitos talentos disperdiçados! Foi esse programa que revelou a cantora Leona Lewis (vencedora em 2006), e dela o Hit “Bleeding Love”, bem como a trilha do filma Avatar. Mas foi o mesmo programa que deixou passar Austin Drage (eu acho que o cara era o melhor da edição 2009). Esse comportamento é típico desses programas…. Aproveito para registrar minha queixa contra o American Idol que errou feio quando não aprovou Amber Riley (Mercedes de Glee) nas audições e quando viu Jeniffer Hudson – que foi eliminada – fazer mais sucesso que qualquer vencedor do programa.

E se realmente é o povo quem decide o final e escolhe o vencedor, vemos que o povo sabe o que quer, mas não sabe o que precisa! E realmente, as pessoas (nós) precisávamos de Rebecca Ferguson como vencedora desse programa!

Nascida em Liverpool, Rebecca Ferguson, secretária e mãe de duas crianças, fez audição aos 23 anos! Dona de uma timidez gigante – só não maior que o seu talento – mostrou muita simpatia, elegância e claro, talento vocal único, original e inigualável. ((Reforçando, ela não venceu o programa))

Fazendo de cada performance única, Rebeca apresntava e representava o antagonísmo de uma estrela, a exuberância e o exagero em maquiagem, jóias e roupas estilizadas, com a timidez e vergonha – infelizmente não permiditos a uma celebridade. Mas no palco, a contradição se unia em um matrimônio surreal. Passando por vários estilos e gêneros musicais, Rebecca imprimia personalidade própria em his famosos como “Like a Star”, “Candle in the Wind”, “Yesterday” “Still Haven´t found”, entre outros….

O timbre soul e a voz com melodia de jazz faz de Rebecca uma incognita musical! Imposível não lembrar de Aretha Franklin, porém, com toda a elegância de uma lady. Talvez a melhor palavra que traduz Ferguson, seria DIVA, isso, ela resgatou a presença das Divas musicais, das décadas de 80 e 90.

Eu selecionei alguns vídeos para que vocês possam conferir do que eu estou falando e conehcer um pouco mais, e melhor, da Reba.

1) Audição, a primeira vez de Rebecca em um palco!

2) A Primeira Apresentação de Reba – Like a Star by Corine Bailey

3) Amazing Grace  (eu tenho um apego pessoal com essa música, então me senti presenteado!)

4) A Melhor Performance (na minha opinião) ” Make You Feel My Love ”

5) Cantando com Christina Aguilera – “I´m Beautiful”

6) A última apresentação – Distant Dreammer