Stand By

Elephants Salvador Dali

Dia desses uma pessoa me disse “vou colocar você em stand by”. Claro que, no mesmo instante, eu me senti um telefone sem fio. Daqueles que quando a gente não está usando coloca na base e acende a luz de “stand by”. Aquela luz piscou na minha mente como uma frase em neon, daquelas de vitrine de loja americana.

É engraçada essa expressão. Teria ficado irritado ou deprimido se não tivesse parado pra pensar. E quando pensei achei graça. Porque a vida é algo engraçado. Rir das desgraças é engraçado (mesmo que não pareça. e quase sempre não parece). Principalmente quando o mundo grita na sua cara que você está em stand by.

Lá estava o telefone, quer dizer eu, em stand by. Tá, na prática, a gente coloca o telefone nessa função quando não estamos usando. Isso mesmo, ele fica lá em espera….

Esperar o quê? De quem? Até quando?

Se eu fosse um telefone a resposta seria, até tocar. Até que alguém resolvesse discar meu número, me chamar, então eu começaria a gritar ininterruptamente até que alguém resolvesse me atender e, então, pronto! Sairia de Stand by.

Enquanto isso não acontece, lá está o telefone, recolhido em sua insignificância. Parado, esquecido. Ou melhor, esperando. Um gerúndio silencioso, mórbido e tedioso.

Então, quando iria definitivamente achar que aquela expressão seria um ponto final na minha vida, descubro que era apenas uma vírgula. Nem toda luz no fim do túnel é o trem vindo em sua direção, no meu caso era uma luz  verde de “Bateria Carregada”.

Sim, ficar em stand by é o momento de recarregar a bateria. O telefone está lá, quieto, parado, mas dentro dele algo está acontecendo. Ficar em stand by pode não ser legal, mas necessário, afinal, perder a ligação da sua vida por falta de bateria seria desastroso.

 

O maior dos medos

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O maior medo de quem ama alguém é o de não ser correspondido. A possibilidade de todo o investimento não ter retorno consome o amante que busca somente a recíproca. Tamanho é o medo que é capaz de mudar a transitividade do verbo amar…. Apenas ama-se, de maneira intransitiva. Assim, cria-se uma proteção ao amor, ao amante e ao amado. No entanto, a cada aproximação da realidade aumenta-se o medo do amor não ser recebido, e com isso, não ser concretizado. O medo, então, devora a perspectiva, o futuro e, conseqüentemente o presente. O maior medo de quem ama e não é correspondido é o medo desse amor cair no vazio.

O maior medo de quem é amado é a possibilidade de deixar de sê-lo. Na busca do contrário, investe-se ainda mais nesse amor com o objetivo de afastar as chances da perda. Fortalecem-se então os vínculos, recriam-se as memórias, tudo para afastar o medo da perda do amor recebido. O medo de deixar de ser amado é angustiante. Desolador. A perda do amor do outro equivale à perda da gravidade, os pés deslocam-se do chão. Perde-se o contato com a realidade. Realidade que foi construída no amor recebido. O maior medo de quem é amado é o risco, real e também imaginário, de simplesmente de deixar de existir para o outro.

Mas o maior de todos os medos de quem ama é a possibilidade que vem de dentro. É o único medo que não depende ou envolve o outro. O maior dos medos é o medo de, simplesmente deixar de amar. Chega a ser surreal, porém não impossível, deixar de amar o objeto amado, cuidadosamente escolhido, conscientemente cultivado.  Medo que desafia a vulnerabilidade humana.  Deixar de amar quem se escolheu para amar é um medo tão aterrorizador que não nos damos conta de sua ameaça.  Optamos por suprimir, ocultar e desconsiderar, tamanha é a dor de aceitar sua possibilidade.

Em algum lugar, bem escondido, sabemos desse medo. Por isso, tratamos o amor como um amuleto da sorte. Aquele que seguramos firmes com as duas mãos e não o soltamos simplesmente pelo fato de que acreditamos que o sentimento nos pertence.  Agarrado a esse amuleto, enfrentamos o tempo, a distância, as mágoas, inconstâncias e incertezas.

O maior de todos os medos é o risco da possibilidade de que o amor sentido, aquele amor intransitivo, vire uma lembrança, transforme-se em uma memória, uma história contada. Uma história na qual você não é mais o protagonista, mas apenas um espectador distante.

Sobre-viver

A Última CeiaSomos pessoas. Apenas pessoas. Complexas pessoas. Pessoas tentando se adaptar. Adaptar-se para viver. Essa última parte a natureza nos ensinou bem. Leões e cordeiros também tentam viver, mesmo que para isso, o leão precise abater o cordeiro. Não há leões maus e cordeiros bons, não há bandidos e nem mocinhos. Não na natureza, e nem entre os homens. A segunda parte dessa frase é meu desejo pessoal de compreender as pessoas.

Assim com os animais, também são as pessoas. Mais complexas, porém, e, por isso mesmo o adaptar-se fica um tanto complicado. Quando se fala de pessoas, fala-se de um adaptar-se psíquico. Viver significa manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo?  Talvez sim, talvez não. Viver significa dar sentido, ainda que seja um sentido falso, mascarado, ainda que seja um sentido inconsciente, momentâneo. É necessário. Se faz preciso para não se perder no limbo das emoções.

Eu disse que era complicado. E fica ainda mais à medida em que fazemos escolhas, que tomamos decisões. De igual forma acontece quando decidimos não escolher, ou não fazer nada.

Redundância à parte é preciso abater o cordeiro. Caso contrário morre-se de fome. Assim inicia-se a caçada desesperada por preenchedores de vazios, por substitutos secundários, por homeopatias, placebos e fantasias que possam se transformar em sentido.

Sim, ainda assim, não há pessoas boas e más. É o que eu acredito. É no que eu quero acreditar. Somos pessoas, tentando simplesmente não surtar. Não explodir. Não implodir. Somos complexas pessoas que podem fazer o mal. Podem ferir a si mesmas e também ferir aos outros. Podemos machucar. Podemos fazer escolhas erradas. Podemos desesperadamente nos lançar na correnteza de um rio sem saber nadar. Podemos atear fogo em gravetos e provocar incêndios.

A complexidade se dá durante a busca, aquela desesperada, pelo sentido. Acabamos fazemos coisas que não tem sentido.  Fazemos escolhas sem saber a razão. Ferimos sem querer. Erramos. E seguimos querendo nos adaptar. Querendo não surtar.

Na natureza, sobrevive não o mais forte, ou o mais bonito, nem mesmo o mais inteligente. Sobrevive o que melhor se adapta. Então isso explica muita coisa sobre as pessoas, é preciso lançar mão de futuros arrependimentos, é preciso fazer escolhas erradas, é preciso machucar, porque é preciso sobreviver.

Somos pessoas. Apenas pessoas. Tentando não ser abatida pelo leão da dor, do sofrimento. Correndo para não ser devoradas pela desesperança. Não pensamos. Apenas corremos. Às vezes não sentimos. simplesmente pelo fato de que estamos correndo ainda mais rápido.

É isso.

Ganamos, Bebe

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Perdemos as palavras…

Perdemos o carinho…

Perdemos. O tempo.

Perdemos a perspectiva.

Perdemos a consciência.

Perdemos-nos.

A nós mesmos.

Mas ainda temos tempo de recuperar,

A vida nos oferece outra oportunidade.

Troquemos o que perdemos.

Pelo que ganhamos.

Ainda temos, cada um de nós.

Mais coisas belas a viver

Meu amor. Seja feliz!

Escrevo-te por que não me despedi.

Fico com seu amor e sua ternura.

Me cuidaste da sua maneira.

Sempre estarei muito perto.

Quereríamos nos amarrar-nos a força

Seu sangue correu em cada uma das minhas veias

Desde então a vida vale muito mais a pena

Juntos fizemos

Coisas lindas

O melhor é isso e temos que nos ensinarmos

Ainda muitas coisas

Não voltarei a sentir o mesmo

O que tivemos foi de uma intensidade

Que poucos podem compreender

E ainda que já não dormirás junto a mim

Te agradeço minha vida

Porque na minha vida

Sempre terá parte de você

De você
De você

Para tocar um coração…

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Para tocar um coração é preciso silêncio…

Ouvir as batidas que faz desse coração único.

Permitir-se ser guiado pelo seu ritmo.

Então, quando o único som a ser ouvido for o do coração escolhido.

Sincronize o seu coração no mesmo compasso.

//

Para tocar um coração é preciso abrir os olhos…

Enxergar esse coração como realmente o é.

Visualizar sua real forma, tamanho, curvas e cores.

Tudo importa, quando se quer um espaço no coração desejado.

Ao chegar à porta, seja gentil. Bata duas vezes, e espere ser chamado.

//

Para tocar um coração é preciso tato…

Sentir o seu calor é necessário, embora arriscado.

Aproxime-se lentamente, sinta os pelos arrepiarem.

Entre em contato com o coração flertado

Estenda as mãos e abra os braços. Agora ofereça seu melhor abraço.

//

Para tocar um coração é preciso de outro coração.

Que possa encontrar o seu som no meio da multidão.

Que consiga vê-lo mesmos nos dias mais escuros.

Que o alcance, não importando a distância entre eles.

Para tocar um coração, é preciso, tão somente, que haja outro coração.

 

Juntos podíamos tudo.

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Juntos podíamos tudo.
Éramos nosso próprio porto seguro.
Podíamos fazer do futuro o presente.
E nos presentearmos com nós mesmos.

Podíamos ir ao céu sem temer a gravidade.
Cruzar oceanos. Dominar o mundo.
Construir cidades.

Podíamos ser a corte do nosso próprio reino.
Governar nossos desejos.
Incendiar castelos e decapitar dragões.
Levantar muralhas, abrir estradas e voltar pra casa.

Podíamos ser tudo, qualquer coisa e ninguém.

Transformar o plural em singular.

Multiplicar o gerúndio.

Eternizar o segundo.

 

Podíamos curar as feriados que nós mesmos abríamos.
Gritar nossos medos, sem medo de nos assustarmos.
Podíamos brincar, brigar, bradar, beijar. Bocejar.

Podíamos.
Juntos.
Tudo.
Podíamos.

10 de março de 2017

como agir em um terremoto (emocional)

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Terremotos, também conhecidos como abalos sísmicos, são fenômenos naturais que podem ser desencadeados por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo choque de placas tectônicas.

Mas na prática, você só precisa saber duas coisas sobre terremotos: a primeira é que eles são passageiros. A segunda é que ao contrário de furacões ou inundações, os terremotos vêm sem aviso e são geralmente seguidos por tremores secundários.

Bom, qual seria a importância de se estudar terremotos? Se você não mora no Japão, e não é um sismólogo de formação, saber sobre terremotos pode te ajudar a sobreviver emocionalmente quando se é atingido por um terremoto no relacionamento.

Agora volte para as duas premissas básicas acima: sim é difícil acreditar que eles são passageiros. Na verdade o terremoto passa, mas a destruição fica e os escombros vão estar lá por um bom tempo te lembrando de todas as perdas. Já o lance dos terremotos virem sem avisar é como uma batida de carro: “ninguém vê o carro vindo e de repente já não dá mais para frear”.

Para piorar, a ciência ainda sapateia nos nossos corações deixando claro que o ruim ainda pode piorar: “geralmente seguido por tremores secundários”. Afinal, quando se trata de um terremoto no relacionamento amoroso: desgraça pouca é bobagem!

O mais difícil mesmo é sobreviver a um terremoto. Primeiro, que isso desafia as probabilidades. Segundo, que sobreviver te força a encarar a realidade de destruição, perdas e mortes. Uma hora a poeira vai baixar, o estado de choque vai passar e você terá que escolher entre fight or flight, do or die!

O site WikiHow fez um passo a passo sobre: Como sobreviver a um terremoto e o que fazer após um terremoto. Eu adaptei as mesmas dicas para uma sobrevivência emocional diante de um terremoto no relacionamento.

  • “Se abaixe.Depois, procure uma cobertura segura o mais rápido possível”.

É o método mais indicado pela Cruz Vermelha. Isso não é tão difícil, pois quando o terremoto atinge seu relacionamento a primeira coisa que leva é a autoestima, ficamos prostrados e corremos para a segurança da família e amigos. Buscamos uma cobertura emocional externa, pois já não sobrou nada em nós mesmos. Essa técnica nos protege de ficarmos expostos a estilhaços e sermos atingidos, por exemplo, por uma luminária, que nesse caso pode ser uma crítica, uma fofoca, ou mesmo um post em redes sociais. Para completar: cubra seu rosto. Afinal, o que os olhos não vêem o coração não sente (tá, nem sempre é assim).

  • A Cruz Vermelha alerta: “você não deve correr!”.

O desespero é grande e bancar o Forest Gump tentando fugir de você mesmo pode parecer a única saída, no entanto “correndo você estará mais propenso a se machucar” (palavras da Cruz Vermelha, melhor não arriscar!).

 

  • “Espere um pouco e aguarde a agitação diminuir. Fique quietinho em qualquer lugar seguro”.

Ok, na prática é impossível! Dentro de nós uma britadeira de emoções agita o cérebro e o coração expulsando qualquer possibilidade de silêncio. Nesse caso, a agitação é de dentro para fora. O grande problema é o “quando?” essa medida de tempo em que um dia é uma eternidade….

  • Use o conceito de “triângulo da sobrevivência”.

Essa teoria consiste em procurar um espaço entre três estruturas grandes que, em caso de desabamento, protegeria esse vazio. (A imagem abaixo vai mostrar como isso funciona).

ttppad1-whstatic-comimagesthumb331react-during-an-earthquake-step-8-jpg670px-react-during-an-earthquake-step-8Uma vez encontrado essas estruturas, “fique em posição fetal” (orientam os especialistas). Esta última parte, a gente entende.

Na versão emocional, o triângulo pode ser formado pela amizade, a espiritualidade e o trabalho, por exemplo. Mas há quem opte por sexo, drogas e rock and roll.

Não morrer durante o terremoto não é suficiente. Do contrário, uma árida jornada se apresente depois do abalo. As dicas abaixo são bastante diretivas e também servem para um terremoto estrutural, mesmo parecendo que foram escritas para um terremoto afetivo.

Prossiga cuidadosamente, evite áreas danificadas,  

Saia de casa lentamente e veja o que restou em pé, considere que as estruturas ainda estão frágeis,

Inspecione sua casa,

Descubra vazamentos,

Tome cuidado com outros riscos advindos com terremotos,

Não ignore aos avisos, mesmo que sejam alarmes falsos,

Verifique se você não sofreu nenhum ferimento. Faça os primeiro socorros em si mesmo.

Terremotos estão entre os mais destrutivos desastres naturais e disso tudo uma coisa é certa: um terremoto iguala todos os atingidos na mesma condição – a de vítima.

Ninguém pode atrair um terremoto. Ele simplesmente acontece. E não faz outra coisa além de destruição. Existem alguns mecanismos que servem para diminuir o impacto dos terremotos. No Japão, instalam-se molas nas bases dos edifícios, quanto mais rígido é uma estrutura, mais ela sofre com o abalo. Nos relacionamentos, não é diferente, estruturas como confiança, respeito e flexibilidade, servem como bumpers e podem aliviar um pouco os impactos destrutivos. Algumas pessoas conseguem, sim, sobreviver, mas jamais serão as mesmas novamente.

Na prática, se preparar para um terremoto emocional é como se lembrar das orientações da aeromoça quando o avião está caindo…..

All We Do – Oh Wonder

Moderna e envolvente: A Berlim que não está nos livros e sua história não contada

dscn1403A Berlim que a gente aprende na escola meio assombrada pelo nazismo, carregada de sofrimento e símbolo de divisão não é a mesma cidade que se vê quando se passeia por ela. De fato Berlim foi um acidente no meu roteiro. Brasileiro quer mesmo é ir para Paris! Depois estica para a Espanha, Itália, se der tempo Portugal e se tiver dinheiro Inglaterra. Mas ter a Alemanha como protagonista de uma viagem, só pra quem pesquisou muito antes ou cai de paraquedas, como foi no meu caso. Eu cheguei ao país por Frankfurt e já que estava perto fui conhecer a Capital alemã.

O resultado foi surpreendente. O Muro de Berlim continua lá, em parte preservado, já a parte demolida marca no chão o tracejado que uma vez dividia uma cidade em dois mundos inimigos. Isso faz com que você, literalmente, ande sobre a história da geopolítica mundial. No meu caso, até colei um chiclete mastigado em uma parte do muro sem medo de ser preso por vandalismo. É que há um espaço onde essa prática transformou o muro em um grande painel de manifesto.

Alias, chegando a Berlim procure a East Side Gallery, é o trecho mais bem preservado do Muro que foi transformado em uma gigantesca galeria de arte a céu aberto, com direito a arte brasileira, inclusive. São quilômetros de manifestações políticas, sociais e até religiosas, nesse trecho, nada de chicletes.

A cidade é caracterizada por um contraste entre edifícios históricos e arquitetura contemporânea, entre tradição e modernidade às margens do Rio Spree. As atrações turísticas de Berlim contam a história de uma nação inteira, do Portão de Brandemburgo até os grandes edifícios do governo, entre eles o histórico Reichstag, a sede do parlamento alemão.

De manhã a dica é explorar o turismo histórico da cidade, como o Check Point Charlie, há uma réplica da estação que na Guerra Fria permitia mobilidade de pessoas entre a República Democratica Alemã (RDA) e a República Federativa da Alemanha (RFA), com direito a “soldados” americanos e russos para tirar foto. Se tiver estômago e curiosidade vá ao museu Topografia do Terror, por falar em museu, Berlim tem 175 opções, mais museu que dias de chuva. Mas a Topografia é diferente de tudo o que você já viu. A começar pelo lugar, o museu está localizado exatamente onde era o centro subterrâneo da Gestapo, a polícia secreta do Estado, administrada pela SS.

Juventude alemã, baladas e compras

Mas a proposta aqui é falar dessa Berlim pós-moderna, a começar pela quantidade de jovens que se vêem nas ruas, eles movimentam as baladas mais agitadas da Europa e isso atrai milhares de jovens de várias partes do mundo. Em números são cerca de 900 bares e 190 clubes e discotecas.

Incontáveis opções de compras oferecem a conhecida Kurfürstendamm, a elegante Friedrichstrasse e as butiques originais nos Hackesche Hofe. Não se assuste com o desfile de carros e roupas importadas, os berlinenses tem muito bom gosto por sinal, até por isso não espere um custo de vida barato! Você vai se deparar com uma cidade extremamente limpa, organizada onde o transporte público funciona e não há preocupação em andar a pé e sozinho.
Seja para um mochilão ou férias com a família, Berlim tem o poder de seduzir e agradar qualquer turista, e até surpreender, como foi no meu caso. Então berline-se!

*Renato Lima é jornalista e personal travel. Já viajou por 25 países e está no quarto passaporte. É autor do blogwww.renatolalonge.wordpress.com  Publica todas as quartas sobre viagens, turismo e vida no exterior. Fale com o autor: renato.mart@gmail.com (67) 99245-7574.

Para qual cama eu vou? Escolha da hospedagem pode ser tão interessante quanto destino

Você demorou uma semana para escolher o destino da sua viagem e fazendo o roteiro e vai reservar o primeiro hotel que aparecer na promoção? Claro que não! Existe uma gama de possibilidades diferentes e muito interessantes de hospedagem que vão transformar sua viagem em uma experiência única, inclusive quando você estiver dormindo!
Hostel, AirBnB, Couch Surfing são algumas opções de hospedagem que definitivamente destronaram o clássico e previsível hotel.

Eu já utilizei todas essas opções e vira e mexe as pessoas me perguntam: qual é o melhor tipo de hospedagem? Então eu respondo com várias outras perguntas: Qual o perfil da sua viagem? Quanto você pretender gastar? Vai viajar só ou acompanhado? O que você valoriza em uma viagem? Na real, não sei se eu acabo ajudando ou confundindo, ainda mais, essas pessoas. Então resolvi reunir algumas informações sobre cada tipo de hospedagem para você comparar e considerar na sua próxima viagem!

HOTEL

Placas de Transito do Brasilsim, ainda é a opção mais segura de hospedagem, privacidade e conforto (em alguns casos) são as maiores vantagens. Só cuidado com sites de busca que prometem oferecer descontos estratosféricos nas diárias. Em muitos casos os valores aparecem menores, mas na hora de fazer o pagamento surgem umas taxas inexplicáveis. Fato é que a concorrência, em geral, fez o setor baixar os preços. Em Miami, por exemplo, é possível encontrar diárias de hotel a partir de R$ 70 reais! Na Argentina, o governo retirou o imposto IVA de estrangeiros e hospedar em hotel ficou cerca de 20% mais barato para brasileiros. Aqui no Brasil, os preços de hotel variam tanto quanto a qualidade dos quartos. Fato é que a tarifa balcão é mais alta que reservar via agência de viagem e na hora de pagar prepare o bolso para acréscimo de ISS e taxas que podem elevar o preço entre 5% a 10%. Mas se você quer tomar café antes de sair e encontrar a cama arrumada quando voltar, o hotel foi feito para você!

HOSTEL

hi-toronto-hostel-23.jpgAntigamente era chamado de albergue da juventude, porém, passou por uma reestruturação de marketing para tirar a imagem de bagunça e pouca higiene. Em alguns casos isso funcionou, principalmente no exterior. Se for para Europa é uma opção de baixo custo, porém, a principal vantagem é o relacionamento. Se você viaja só, quer conhecer gente, se enturmar com outros turistas, descolar festas, passeios e companhias é a melhor opção. Desde que você não ligue em dormir em beliche e dividir o quarto com até 11 pessoas, um banheiro unisex e consiga dormir com barulho. Geralmente os hostels são bem localizados, isso é fundamental, significa economia em transporte e condições de deslocamento a pé. Pagando mais, há a possibilidade de reservar um quarto privativo, com um banheiro só para você. Alguns hostels cobram o aluguel de toalhas de banho e roupa de cama e nem todos oferecem café da manhã. Item fundamental para se hospedar em um hostel é levar o próprio cadeado. Trust me!
Onde encontrar: www.hostelworld.com  e www.hihostels.com

COUCH SURFING (CS)

couch-surfing-logoAo estilo “mi casa, su casa”, é uma rede de relacionamento para hospedagem com usuários do mundo inteiro e o melhor, é de graça! Porém, parar participar é preciso criar um perfil e as solicitações tanto para se hospedar quanto para hospedar algum viajante depende do grau de confiabilidade desse perfil. Ou seja, invista no relacionamento antes de sair pedindo pouso por aí! Assim como o nome diz, espere dormir em um sofá, se oferecerem a cama é lucro. A grande sacada do CS nem é o custo zero, mas a possibilidade de dormir na casa de um morador da cidade, conhecer a intimidade e a rotina dos locais. Viajantes solitários tem mais chances de conseguir hospedagem do que quem viaja acompanhado. Reserve tempo para passar com seu host, ele vai pedir para você cozinhar algum prato da sua cultura.
Onde encontrar: www.couchsurfing.com

 

AIRBNB

belo-1200x630-a0d52af6aba9463c82017da13912f19fJá ouviu a expressão americana “make yourself confortable” ? (sinta-se em casa). É a grande queridinha dos brasileiros que adoram economizar! No exterior já está bem consolidada como uma opção segura de hospedagem. Funciona a partir do site ou aplicativo. As pessoas cadastram suas casas: pode ser o imóvel inteiro, um quarto privativo, ou até mesmo uma cama. Cada opção tem um preço e o pagamento é feito via cartão de crédito direto pelo site (não há outra forma de pagamento!)

Entre as vantagens, os preços são geralmente mais baratos que hotel, oferece mais privacidade que hostel e algumas semelhanças do Couch Surfing, quanto a conhecer mais sobre a rotina dos moradores. Viajando em grupo é possível alugar uma casa inteira e mobiliada e cozinhar lá, economizando muito com alimentação durante sua viagem.  Fique de olho na localização. Em alta temporada os valores sobem bastante! Há uma versão específica para o público gay, o Mister BnB garante uma acolhida sem preconceitos!
Onde encontrar: www.airbnb.com.br e www.misterbandb.com

 

Matéria publicada no site Mídiamax: http://www.midiamax.com.br/turismo/cama-eu-vou-escolha-hospedagem-pode-ser-tao-interessante-quanto-destino-323896 

*Renato Lima é jornalista e personal travel. Já viajou por 25 países e está no quarto passaporte. É autor do blog www.renatolalonge.wordpress.com  Publica todas as quartas sobre viagens, turismo e vida no exterior. Fale com o autor: renato.mart@gmail.com (67) 99245-7574.

Minha Cidadania Italiana: o passaporte para o mundo

Meu bisavô morreu lavrador. Escolheu o solo brasileiro para plantar seu suor e seus sonhos. Aqui deixou sua semente que perpetuou por gerações. Em mim floresceu o resgate do seu legado. Sua herança hoje reconhecida. Sou brasileiro, sou italiano, sou um cidadão do mundo. Nono Francesco Palermi, eu honro sua história, que agora também é minha!”

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Conquistar o reconhecimento de um legado deixado pelo meu bisnono é uma alegria que palavras não conseguem traduzir o significado desse pedacinho de papel ai na minha mão!

 

Minha história, veja bem não minha saga, com a Cidadania Italiana é dividia em dois momentos: o primeiro que levou 10 anos, como muitos aqui, juntando documentos e dinheiro, caindo em armadilha de patronatos, nos encantos dos assessores celebridades que cobram em “PRATa” e te tratam como mais um número, promessas falsas e informações erradas!

 

O segundo momento foi mais curto: levou apenas dois meses: começou quando conheci a KF Bia Santos e a GCS Cidadania Italiana com Bia Santos. Um mês conversando e outro mês trabalhando!

Para aqueles que ainda estão no primeiro momento: se eu puder fazer algo para ajudá-los a não perderem 10 anos e muito dinheiro, vão direto para a Bia.

Não se prendam no menor preço, não se rendam ao nome mais famoso. Eu escolhi a pessoa que mostrou ser mais humana, que sonhou junto comigo, que me pegou pela mão do começo ao fim. Que não me tratou como mais um contrato ou mais uma cifra. Alguém que usou de transparência, ética e comprometimento em todos os momentos. Sempre jogou com a verdade e sempre com humildade. E que também exala competência, conhecimento das leis, das práticas, tem portas abertas em muitos locais, é reconhecida e respeitada, não tanto pela internet, mas pelas autoridades italianas. Que respeita o dinheiro do cliente e que é justa, no preço e no trabalho que faz.
É claro que chegar a etapa final depende de muitas variáveis, nem todas do controle do assessor, mas felizmente eu não fui o primeiro e nem o único que conseguiu a Cidadania em 30 dias.

Como eu passei por cada etapa – tanto as boas quanto as más – acho que tenho experiência e vivência para falar sobre o processo de Reconhecimento de Cidadania Italiana Jure  Sanguinis. Então, me coloco à disposição para ajudar com informações, dicas e compartilhar minha experiência.

Escrevam para renato.mart@gmail.com

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