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Indomável Sonhadora ( o ser e o pertencer)

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 “O universo inteiro depende de que todas as peças se encaixem da forma certa. Se uma peça cai, mesmo que seja a menor peça, todo o universo fracassa” #Hushpuppy

E assim o Oscar de 2013 foi salvo. Digo isso porque eu assisti já 70% dos filmes indicados à principal estatueta. E mesmo reconhecendo outros talentos que me seguraram em frente à tela como Django Livre, Lincoln, Aventuras de Pi e o Lado Bom da vida. A Indomável Sonhadora me arrebatou, conquistando minha unanimidade.

E assim eu fui salvo. Com uma história de resiliência, de coragem, de sonho e de convicção. Hollywood contrariou o Imperialismo Americano, expondo a miséria (real) de muitos americanos. O cenário de doença, pobreza, analfabetismo, tão comuns na filmografia brasileira, protagoniza uma história de superação, amor e possibilidades.

Tá certo que a tradução do nome do filme é bem distante do título original, porém não da essência do roteiro. Em Beasts of the Southern Wild (2012) – Indomável Sonhadora, no Brasil – a pequena Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) é uma menina de apenas 6 anos de idade que vive em uma comunidade miserável isolada às margens de um rio na Louisiana (EUA). Na “ilha” chamada “banheira” ela constrói seu mundo imaginário para fugir da dura realidade de ter sido abandonada pela mãe e ser criada pelo pai não como uma filha (mulher), mas como um “amigo” e também como um adulto com requintes de independência (já que mora sozinha e o pai em outra casa).

Não há como não ficar impactado com o texto, cuidadosamente pensado e escrito, que ganha alma na voz da personagem, transmitindo toda a doçura e bravura harmonicamente ajustada.

Hushpuppy é forjada a não chorar, não desistir e não sofrer. Para que ela possa “sonhar” como fazem as demais crianças precisa não se deixar “domar” pelas circunstâncias ao seu redor. Então lança mão da representação como escape, a final, ela ainda é uma criança.

A mãe que fugiu é representada pelo vermelho da camiseta 23 de Jordin. Dessa forma ela fica mais perto da mãe. Para espantar os medos desenha com carvão sua própria história.

“Em um milhão de anos, quando as crianças forem para a escola, elas vão saber um dia existiu uma Hushpuppy, e ela morava com seu pai na banheira” #Hushpuppy

O filme também faz sérias críticas ao próprio EUA, mas também a cultura imperialista, questionando os valores de liberdade, autonomia, respeito, pertencer e ser….

Em trechos como:

“A banheira tem mais feriados que todo o resto do mundo”

 “Eles acham que nós vamos afundar aqui. Mas nós não vamos a lugar nenhum”

 “Eu vejo que sou uma pequena peça em um grande, grande, universo e isso é o que faz sentido”

Tudo isso sem deixar o humanismo que transborda pelas personagens. A ligação da protagonista com a realidade concreta é feita poeticamente ao “ouvir a batida dos corações dos pequenos animais”, Se eles estão vivos, logo ela também está. Toda a fragilidade da pequena se contrapõem à bravura em trechos como:

“As vezes nós quebramos algumas coisas de tal forma que é impossível consertar da forma que era antes”

“Animais fortes sabem quando seus corações estão fracos”

Dessa forma o filme propõe que é preciso sonhar e que muitas vezes para sonhar é preciso ser indomável, acreditar nas próprias convicções e isso só é possível quando se entende o Ser e o Pertencer

hi-res-7_wide-6da2d7c767020aa59c3ab4f556b9326647680db0-s6-c10SOBRE O FILME:

  •  Mais da metade do elenco é da mesma região do estado de Louisiana (EUA) em que o filme se passa, incluindo a protagonista Quvenzhané Wallis e mais cinco outros atores com falas.
  •  Beasts of the Southern Wild é uma adaptação da peça “Juicy And Delicious” da autoria de Lucy Alibar. Ela ajudou o diretor Benh Zeitlin a escrever o roteiro para o filme.
  • Indomável Sonhadora recebeu quatro indicações ao Oscar 2013, melhor filme, diretor, atriz e roteiro.
  • Quvenzhané Wallis terminou de rodar seu segundo trabalho como atriz, o drama “Twelve Years a Slave”, que marcará a terceira parceria do diretor Steve McQueen
Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Levy Easterly, Lowell Landes, Pamela Harper, Gina Montana, Amber Henry, Jonshel Alexander, Nicholas Clark.
Direção: Benh Zeitlin
Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Orçamento: US$ 1,8 milhão

 

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Globo de Ouro – Parte II – Avatar

O que aconteceria se tirássemos um Raio-X da personagem Neytiri de Avatar? Bom, certamente por dentro daquela epiderme azulada de três metros de altura esconde linhas mais sensuais e com mais melanina! Todos os movimentos e voz da principal Na’Vi da história do cinema é da atriz e bailarina Zoe Saldaña, nascida em New Jersey e criada em Porto Rico. Ela em especial, não ganhou nenhuma estatueta, na verdade nem concorreu. Mas no quesito Sex Simbol é uma forte candidata. Agora dá para entender o que atraiu tanto Jake Sully, a ponto de abandonar o planeta Terra, para casar e viver com Neytiri!

Fato é que Avatar ganhou o Globo de Ouro como melhor filme de Drama, e a carissíma Zoe Saldaña contribuiu, e muito, para esse sucesso! Lembrou desse rosto? Zoe, atuou também no filme Star Trek, como Uhura.  Mas o primeiro grande filme foi Crossroads: amigas para sempre, atuando ao lado de Britney Spears.

Veja, abaixo, a lista dos premiados de cinema:

Melhor filme drama
“Avatar” – VENCEDOR
“Guerra ao terror”
“Bastardos inglórios”
“Preciosa”
“Amor sem escalas”

Melhor ator – drama
Jeff Bridges, “Crazy heart” – VENCEDOR
George Clooney, “Amor sem escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Tobey Maguire, “Entre irmãos”

Melhor ator – musical ou comédia
Matt Damon, “O desinformante”

Daniel Day-Lewis, “Nine”

Robert Downey Jr., “Sherlock Holmes” – VENCEDOR
Joseph Gordon-Levitt, “500 dias com ela”
Michael Stuhlbarg, “Um homem sério”

Melhor atriz – drama
Emily Blunt, “The young Victoria”
Sandra Bullock, “The blind side” – VENCEDORA
Helen Mirren, “The last station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Melhor filme musical ou comédia
“500 dias com ela”
“Se beber não case” – VENCEDOR
“Simplesmente complicado”
“Julie & Julia”
“Nine”

Melhor direção
Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror”
James Cameron, “Avatar” – VENCEDOR
Clint Eastwood, “Invictus”
Jason Reitman, “Amor sem escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The messenger”
Christopher Plummer, “The last station”
Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios” – VENCEDOR

Melhor filme estrangeiro
“Baaria”
“Abraços partidos”
“La nana”
“Um profeta”
“A fita branca” – VENCEDOR

Melhor roteiro
Neill Blomkamp, “Distrito 9”
Mark Boal, “Guerra ao terror”
Nancy Meyers, “Simplesmente complicado”
Jason Reitman, “Amor sem escalas” – VENCEDOR
Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios”

Melhor atriz – musical ou comédia
Sandra Bullock, “A proposta”
Marion Cotillard, “Nine”
Julia Roberts, “Duplicidade”
Meryl Streep, “Simplesmente complicado”
Meryl Streep, “Julie & Julia” – VENCEDORA

Melhor trilha sonora original
Michael Giacchino, “Up – Altas aventuras” – VENCEDORA
Marvin Hamlisch, “O desinformante”
James Horner, “Avatar”
Abel Korzeniowski, “A single man”
Karen O, Carter Burwell, “Onde vivem os monstros”

Melhor canção original
“Cinema italiano” (Maury Yeston), de “Nine”
“I want to come home” (Paul McCartney), de “Everybody’s fine”
“I will see you” (James Horner e Simon Franglen), de “Avatar”
“The weary kind” (Ryan Bingham), de “Crazy heart” – VENCEDORA
“Winter” (U2), de “Entre irmãos”

Melhor animação
“Tá chovendo hamburguer”
“Coraline”
“O fantástico sr. Raposo”
“A princesa e o sapo”
“Up – Altas aventuras” – VENCEDOR

Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor sem escalas”
Anna Kendrick, “Amor sem escalas”
Mo’Nique, “Preciosa” – VENCEDORA
Julianne Moore, “A single man”

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