como agir em um terremoto (emocional)

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Terremotos, também conhecidos como abalos sísmicos, são fenômenos naturais que podem ser desencadeados por fatores como atividade vulcânica, falhas geológicas e, principalmente, pelo choque de placas tectônicas.

Mas na prática, você só precisa saber duas coisas sobre terremotos: a primeira é que eles são passageiros. A segunda é que ao contrário de furacões ou inundações, os terremotos vêm sem aviso e são geralmente seguidos por tremores secundários.

Bom, qual seria a importância de se estudar terremotos? Se você não mora no Japão, e não é um sismólogo de formação, saber sobre terremotos pode te ajudar a sobreviver emocionalmente quando se é atingido por um terremoto no relacionamento.

Agora volte para as duas premissas básicas acima: sim é difícil acreditar que eles são passageiros. Na verdade o terremoto passa, mas a destruição fica e os escombros vão estar lá por um bom tempo te lembrando de todas as perdas. Já o lance dos terremotos virem sem avisar é como uma batida de carro: “ninguém vê o carro vindo e de repente já não dá mais para frear”.

Para piorar, a ciência ainda sapateia nos nossos corações deixando claro que o ruim ainda pode piorar: “geralmente seguido por tremores secundários”. Afinal, quando se trata de um terremoto no relacionamento amoroso: desgraça pouca é bobagem!

O mais difícil mesmo é sobreviver a um terremoto. Primeiro, que isso desafia as probabilidades. Segundo, que sobreviver te força a encarar a realidade de destruição, perdas e mortes. Uma hora a poeira vai baixar, o estado de choque vai passar e você terá que escolher entre fight or flight, do or die!

O site WikiHow fez um passo a passo sobre: Como sobreviver a um terremoto e o que fazer após um terremoto. Eu adaptei as mesmas dicas para uma sobrevivência emocional diante de um terremoto no relacionamento.

  • “Se abaixe.Depois, procure uma cobertura segura o mais rápido possível”.

É o método mais indicado pela Cruz Vermelha. Isso não é tão difícil, pois quando o terremoto atinge seu relacionamento a primeira coisa que leva é a autoestima, ficamos prostrados e corremos para a segurança da família e amigos. Buscamos uma cobertura emocional externa, pois já não sobrou nada em nós mesmos. Essa técnica nos protege de ficarmos expostos a estilhaços e sermos atingidos, por exemplo, por uma luminária, que nesse caso pode ser uma crítica, uma fofoca, ou mesmo um post em redes sociais. Para completar: cubra seu rosto. Afinal, o que os olhos não vêem o coração não sente (tá, nem sempre é assim).

  • A Cruz Vermelha alerta: “você não deve correr!”.

O desespero é grande e bancar o Forest Gump tentando fugir de você mesmo pode parecer a única saída, no entanto “correndo você estará mais propenso a se machucar” (palavras da Cruz Vermelha, melhor não arriscar!).

 

  • “Espere um pouco e aguarde a agitação diminuir. Fique quietinho em qualquer lugar seguro”.

Ok, na prática é impossível! Dentro de nós uma britadeira de emoções agita o cérebro e o coração expulsando qualquer possibilidade de silêncio. Nesse caso, a agitação é de dentro para fora. O grande problema é o “quando?” essa medida de tempo em que um dia é uma eternidade….

  • Use o conceito de “triângulo da sobrevivência”.

Essa teoria consiste em procurar um espaço entre três estruturas grandes que, em caso de desabamento, protegeria esse vazio. (A imagem abaixo vai mostrar como isso funciona).

ttppad1-whstatic-comimagesthumb331react-during-an-earthquake-step-8-jpg670px-react-during-an-earthquake-step-8Uma vez encontrado essas estruturas, “fique em posição fetal” (orientam os especialistas). Esta última parte, a gente entende.

Na versão emocional, o triângulo pode ser formado pela amizade, a espiritualidade e o trabalho, por exemplo. Mas há quem opte por sexo, drogas e rock and roll.

Não morrer durante o terremoto não é suficiente. Do contrário, uma árida jornada se apresente depois do abalo. As dicas abaixo são bastante diretivas e também servem para um terremoto estrutural, mesmo parecendo que foram escritas para um terremoto afetivo.

Prossiga cuidadosamente, evite áreas danificadas,  

Saia de casa lentamente e veja o que restou em pé, considere que as estruturas ainda estão frágeis,

Inspecione sua casa,

Descubra vazamentos,

Tome cuidado com outros riscos advindos com terremotos,

Não ignore aos avisos, mesmo que sejam alarmes falsos,

Verifique se você não sofreu nenhum ferimento. Faça os primeiro socorros em si mesmo.

Terremotos estão entre os mais destrutivos desastres naturais e disso tudo uma coisa é certa: um terremoto iguala todos os atingidos na mesma condição – a de vítima.

Ninguém pode atrair um terremoto. Ele simplesmente acontece. E não faz outra coisa além de destruição. Existem alguns mecanismos que servem para diminuir o impacto dos terremotos. No Japão, instalam-se molas nas bases dos edifícios, quanto mais rígido é uma estrutura, mais ela sofre com o abalo. Nos relacionamentos, não é diferente, estruturas como confiança, respeito e flexibilidade, servem como bumpers e podem aliviar um pouco os impactos destrutivos. Algumas pessoas conseguem, sim, sobreviver, mas jamais serão as mesmas novamente.

Na prática, se preparar para um terremoto emocional é como se lembrar das orientações da aeromoça quando o avião está caindo…..

All We Do – Oh Wonder

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Sobre Renato Lima

Jornalista, psicólogo, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 05/03/2017, em Sem categoria. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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