Desculpe o transtorno. Estamos em obras!

188824_EM-OBRASSe existe uma coisa que me irrita é ter que mudar o caminho que eu faço para chegar em casa. Todos os dias eu sigo o mesmo percurso. Eu sei onde estou e sei onde quero chegar. Pra quê, meu Deus, vou ficar pensando em alterar a rota? Eu sei que aquele caminho é o mais eficiente. Como eu sei disso? Oras, porque todos os dias eu faço o mesmo trajeto. Não vou investir minha criatividade pensando em variações de ruas para simplesmente ir para  casa, correndo o risco de me perder ou gastar mais tempo e gasolina!

Mas eis que resolvem fazer uma obra de infraestrutura exatamente na rua onde eu deveria passar todos os dias. Máquinas na pista, barulho, sujeira, poeira…. Um caos, bem ali, no meu caminho. Um transtorno apocalíptico de uma obra infindável sustentada por uma plaquinha presa a um cavalete justificando aquele inferno: “Desculpe o Transtorno. Estamos em obras”.

A justificativa é sempre a mesma, “para melhor atendê-los”. Agora me diga, cadê a plaquinha que mostra uma rota alternativa? Não tem! Sabe por quê? Porque é sempre assim, quando se inicia uma obra, tudo fica bagunçado! É necessário se adaptar ao novo contexto momentâneo e, sem garantias de que depois que terminar tudo voltará a ser como antes.

Ou seja, lá vou eu ter que me adaptar àquela obra no meio do caminho. Para quem não gosta de procurar novas rotas é um parto se ver obrigado a pegar “atalhos”. Até eu escolher e me acostumar com outro trajeto para chegar em casa, certamente irei parar em muitas ruas “sem saída”, quando não me perder e ficar dando voltas em círculos.

Enfim…. Assim como tudo na vida, as vezes nós mesmos somos surpreendidos por uma obra interior. Sentimos a 16-500x500britadeira nos sentimentos e o caos tomando conta das emoções. Para nós mesmos e para as pessoas que estão no entorno só nos resta dizer “Desculpe o Transtorno: Estou em obras”, acreditando – bem no fundo – que um dia essa obra será concluída e o resultado dela será “Para melhor atendê-los”. (a mim mesmo e aos outros). Não conseguimos escapar da bagunça interior e dos impactos dessa obra!

Enquanto isso, cabe a nós  criarmos nossos caminhos alternativos. Algumas obras são necessárias, outras inevitáveis. O transtorno é certo, a mudança nem tanto. Mas sobre o que fazer diante dessas obras que surgem no caminho das nossas vidas? Drummond arrisca uma sugestão: “Nunca me esquecerei desse acontecimento, na vida de minhas retinas tão fatigadas.  Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”

Time do Fix!

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Sobre Renato Lima

Jornalista, estudante de psicologia, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 06/06/2015, em Mood e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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