Sobre Brothers and Sisters

 

“Nunca é tarde demais para você ser o que deveria ter sido” Nora Walker (S05Ep22)

RON RIFKIN, PATRICIA WETTIG, LUKE MacFARLANE, EMILY VanCAMP, DAVE ANNABLE, RACHEL GRIFFITHS, SALLY FIELD, MATTHEW RHYS, ROB LOWE, CALISTA FLOCKHART, BALTHAZAR GETTY, SARAH JANE MORRIS

Hoje eu vi o último episódio da série Brothers and Sisters (ABC, 2006-2011). E enquanto os créditos apareciam na tela em fade out, eu me lembrava de quando andava pelos corredores dos Subways de Manhattan e via a Sally Field nos cartazes da ABC, divulgando a série…. na época eu estava muito mais interessando em saber o que se passava em Orange Country. Só fui começar a ver #BS depois que a série terminou.

Foram 5 temporadas, cerca de 100 episódios e mais de 4,2 mil minutos de série… Na época (2007) eu jamais teria maturidade para compreender e “curtir” essa série da forma que aconteceu.

Fato é que assistir Brothers and Sisters é como ler um livro com toda a riqueza de detalhes e conflitos que só a literatura pode explorar. O conteúdo dramático é tão fascinante que mesmo o enrijecimento das personagens, previamente caracterizada por atores e figurinos, não ofusca a imaginação. Isso porque #BS projeta todos os possíveis conflitos reais de seres humanos reais sejam eles (os conflitos) individuais ou coletivos.

Talvez por isso mesmo é que a série, embora tenha durado meia década, não ganhou muitos prêmios – a não ser um Emmy para Sally Field além de algumas indicações para Globo de Ouro. O roteiro foge da superficialidade americana. E o que é  a atuação de Rachel Griffiths (Sarah Walker) ??? Se resta alguma dúvida veja ela em Six feet Under (a sete palmos). Mesmo assim há quem critique severamente algumas temporadas como chatas com episódios piegas. E se o seriado não foi perfeito, eu culpo a Sônia Braga que mesmo participando de dois episódios, continuou sendo a Dama do Lotação. Mas valeu a homenagem que o escritor fez ao Brasil, afinal ele morou aqui algum tempo e não foi ao acaso a escolha da Sônia.

Dizem que a arte imita a vida, mas acho que a arte consegue fazer mais que isso…. ela pega o melhor e o pior da vida e mostra que é possível olhar de um jeito diferente. Que as coisas complexas podem ser simples que  e que as simples possuem sua complexidade.

Mas nada é mais evidente em #BS que o poder do vínculo. Os laços, sejam de sangue ou afetivos, resistem e sobrevivem a qualquer MATTHEW RHYS, LUKE MACFARLANEsituação. Não há tempo, nem mágoa, nem raiva ou decepção, tampouco a traição ou a distância que podem superar o verdadeiro amor deflagrado em cada episódio com uma avalanche de “I am Sorry” (me desculpe). Talvez a parte mais humana deste seriado é que todos podem, e de fato erram. A mãe com os filhos, o esposo com a esposa, os irmãos entre si, os casais, amores e amantes… Não há modelo de perfeição, nem heróis, apenas seres humanos que se machucam, se perdoam e se amam e continuam….

“Eu só queria dizer que nós não amamos as pessoas que amamos por elas serem perfeitas. Nós amamos as pessoas que amamos, por elas serem quem são.” #KittyWalker

Fica aqui meu registro de homenagem e saudades de Brothers and Sisters!

 

Abertura – Pictures of You (the Last Goodnight)

 

Algumas Trilhas do Seriado que já fazem parte da minha playlist!

 

 

 

 

 

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Sobre Renato Lima

Jornalista, psicólogo, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 20/01/2013, em Cult & Filmes e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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