Qual é a sua palavra? (by Comer, Rezar e Amar)

Ontem choveu tanto que não tive pra onde correr. Ilhado em casa, tive que me render aos filmes que baixo da internet. Na lista dos menos prováveis lá estava Comer, Rezar e Amar. O queridinho das mulheres, que das prateleiras das livrarias tomou a carne e o osso de Julia Roberts, na pele da própria Elizabeth Gilbert. (a autora)

Eu não li e nem lerei o livro. E depois que vi o filme em cartaz em toda a Europa, resolvi dar um crédito.Em cartaz no cinema da Champs Elisèe, em Paris!

Bom, o Post não é uma sinopse do filme…. Eu odeio comparação entre livros e filmes… acho que são dois tipos de artes originais e criativas que não permite parâmetros para comparação.

Na verdade esse post é sobre coisas que me chamaram atenção no filme e, com certeza nenhuma delas foi a própria Julia Roberts. Achei a atuação dela, como dizem os americanos “OK”, cogitei que qualquer atriz naquele papel não faria diferente…. Não é o tipo de personagem que nos marca, nem fica na memória…. Talvez porque o grande protagonista do filme seja o próprio roteiro… Ainda sobre personagens e atores, Javier Bardén vivendo um Brasileiro foi cômico, para não dizer trágico. Dou um desconto porque o Brasil está na moda e todo mundo quer incluir a brasilidade, ainda que sem noção. Enfim.

Se vale a pena ver o filme? Bom, se você estiver ilhado em casa em um dia chuvoso, sim! E  já que assistiu…. tem como “pegar” alguma coisa boa também!

filme em cartaz em Lisboa

O filme faz uma brincadeirinha interessante: cada cidade e pessoas pode ser definida em uma palavra. Exemplo: New York = ambição, Roma = sexo, Paris = amor…. e por ai vai… A personagem principal só consegue se definir em uma palavra no final do filme. É o resultado do autoconhecimento…. A viagem, a buscar pelo Comer, Rezar e Amar, nada mais é do que uma imersão em si próprio….. Então ela descobre o “quem eu sou”.

O filme propositalmente termina com essa pergunta para que o telespectador projete em si mesmo. Então lá fui eu pensar na “minha palavra”… E não é que a encontrei!

Eu sou o GERÚNDIO! De acordo com o Wikipédia: o gerúndio indica uma ação em andamento, um processo verbal ainda não finalizado. Acho que nada me define melhor que o gerúndio. Eu sempre estou buscando…. fazendo… pensando… sonhando… imaginando…. fantasiando…. Nunca tinha percebido como o sufixo NDO faz parte da minha vida! Se por um lado é interessante estar sempre em movimento…. ou melhor, “gerundiando”. Por outro, nunca me encontro no pretérito perfeito da vida! Afinal, tudo tem seus prós e contras!

 

E você? Já escolheu a sua palavra?

Pense nisso e sorria com o fígado!

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Sobre Renato Lima

Jornalista, estudante de psicologia, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 29/11/2010, em Mood e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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