Descubra o que tem no MEIO do filme: Do Começo ao Fim

“Thomás nasce com os olhos fechados e assim permanece durante várias semanas. Julieta, sua mãe, não se preocupa ediz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida que Thomás aprendeu o que era livre arbítrio”.

Com esse texto sugestivo e ambíguo que começa o terceiro filme do diretor Aluizio Abranches  (Um Copo de Cólera ,1999; As Três Marias,2002). Eu deixei o cinema com a nítida impressão que é “filme pra gringo ver”. O filme não mostra a favela, não tem palavrão, não tem um negro atuando, todo mundo é feliz, rico e bonito! A abordagem homossexual é aristocrática, quase sublime, sem preconceitos ou conflitos. Pra mim isso tem um nome Bullshit!

Logo nas primeiras cenas eu fui tomado pela raiva! Cenas inocentes de crianças foram maculadas tendenciosamente pela semiótica adulta (para não dizer perversa). Tomara que os atores mirins tenham conseguido “manter-se” crianças durante a após o filme ( que os olhos deles continuem fechados para isso).

OPINIÃO SOBRE O TEMA: Depois de muito pensar consegui resumir o filme em uma frase é “um conto de fadas gay”.  Tudo no filme é extremamente OVER, a sexualização do “romance”, a relação dos irmãos. Não acredito que possa ter alguma semelhança com relacionamentos reais. O pano de fundo favorece isso: família de classe média alta, pais bem sucedidos, abertos, liberais, modernos, atualizados, compreensivos….. Tudo é muito cor-de-rosa, Ideal, Utópico, Fantasioso!  Ninguém tem problemas!  Quando ouvi falar do filme me senti desafiado a ver como seria a apresentação de dois temas complicados como Homossexualismo e Incesto. Assuntos que rendem controvérsias universais em toda e qualquer vertente política, religiosa e cultural. Mas não é bem assim. No filme…. não tem conflito! Os assuntos mais conflitantes apresentado sem o mínimo de conflito!

OPINIÃO SOBRE O FILME: o filme tem duas coisas boas:   I – Trilha sonora (somente instrumental), ouvi críticas negativas, mas acho que agregou muito ao filme, foram as trilhas que costurou o filme (destaque para as argentinas).

II – Fotografia, o Rio de Janeiro nublado casou com a nebulosidade do filme. Tudo era meio denso. Algumas cenas foram forçadas pela fotografia (perdeu a naturalidade da cena), mas no geral foi boa.

Pra mim é o que dá pra tirar de bom. O roteiro é fraco, a sequencia é travada, parece mais um jogral que alterna falas curtas e superficiais, com sob som. Até acredito que os atores tenham se esforçado mas até o talento deles foi suprimido por um “conjunto da obra” fraco e frio.  Eu não enquadraria o filme como sendo um romance, nem um drama, nem um filme político/ativista….  O filme não diz a que veio! O roteiro é tão fraco que ao longo do filme sobram peças soltas que não se encaixam na trama….e o filme não explica.

Talvez eu seja muito criticado pela “comunidade”, mas juro que tentei ser o mais Imparcial nessa análise. Achei muito barulho por nada! Em uma palavra: “Forçouabarra”

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Sobre Renato Lima

Jornalista, estudante de psicologia, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 09/05/2010, em Cult & Filmes e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. ótima interpretação Renato !

  2. EU ADOREI !!!!!! FIQUEI COM TESAO VARIAS VEZES

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