Juri na TV

A teatralização do julgamento da morte de Isabela Nardoni e todo o circo armado pela mídia me fez lembrar de uma prática muito interessante que vi nos Estados Unidos. Não vou julgar o mérito do quanto este caso “mexeu” com os brasileiros! Mas apontar para o sensacionalismo que a justiça pode se transformar.

Nos Estados Unidos vários canais abertos mantêm no ar programas chamados de “court” (júri) e transformam os “judges” (juízes) em celebridades.  É como se fosse o juizado de pequenas causas. (tudo é real) Tem o Requerente (Plaintiff), o Réu (Defendant), o juiz, as pessoas que vão assistir ao julgamento e todo o apoio policial para “manter a ordem”. E tudo que acontece no programa é valido, inclusive a sentença! O que o juiz determinar tem valor legal! (é óbvio, mas você vai ver que alguns programas parecem teatro).  Querendo ou não é um entretenimento diferente (dá audiência) e resolve casos pequenos (até 5 mil dólares), de forma prática, sem advogados ou burocracia, as partes da frente do juiz e tudo se resolve na hora. ((nenhum leva 4 dias como estamos acompanhando))

Selecionei alguns vídeos que fazem um MIX dos programas “judiciários” da TV Americana.

O programa mais famoso lá é o “People´s Court” e tem à frente a juíza, Milian Flips (uma das personalidades mais fortes que se envolve emocionalmente com os casos)

Já no Judge Alex (o programa leva o nome do juiz que virou celebridade e até sex simbol), surgem os casos mais “bizarros”. Este vídeo fala do caso onde uma moradora do prédio acusa a vizinha de ter assassinado seu cachorrinho de estimação, jogando o pet pela janela! (sim foi parar na justiça)

Esse estilo de programa faz tanto sucesso nos Estados Unidos que ganhou até uma versão “Espana”. Como é grande a comunidade hispânica vivendo no País, existe o programa “La corte de La família”, que trata exclusivamente da vara de família. É apresentado pela reverenciada Cristina Perez.

Parece até política de cotas, mas nos EUA a segregação racial ainda é uma verdade cultural. A Judge Karen, é a representante dos Negros nesta faixa de programas.

Este caso é muito engraçado. A disputa é entre o marido e a própria esposa. Ele a acusa de ter vendidos os objetos (pertences) pessoais do esposo. Ela, se defende dizendo que vendeu por questão de sobrevivência.

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Sobre Renato Lima

Jornalista, psicólogo, mochileiro e observador de comportamento.

Publicado em 26/03/2010, em Cult & Filmes e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Esses pobres diabos já estavam condenados.
    Mesmo se inocentados, morreriam na rua…

    Melhor pra eles é ficarem presos mesmo. Aliás, se eu fosse um deles e fosse inocentado, pediria pelamordedeus pra ficar preso, porque morrer apredrejado deve ser ruim demais.

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